Rio de Janeiro

Defesa de Flordelis faz denúncias de abuso sexual contra Pr. Anderson

Defesa de Flordelis faz denúncias de abuso sexual contra Pr. Anderson

Segundo a defesa, o pastor abusava sexualmente das mulheres da casa.

Via Metrópoles

A deputada cassada Flordelis dos Santos de Souza se tornou a protagonista do segundo julgamento sobre os envolvidos na morte do marido, o pastor Anderson do Carmo.

Antes mesmo de começar o júri de cinco acusados de envolvimento no crime, a defesa da pastora atacou os filhos que são contra a mãe e ressaltou que o pastor abusava sexualmente das mulheres da casa. Flordelis e outras três rés serão julgadas em 9 de maio.

Assistente de acusação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o advogado Ângelo Máximo, contra-atacou:

Ele relembrou que Anderson tinha ficha criminal limpa.

Inocência

Questionada em como tentar provar a inocência de Flordelis, a advogada Janira Rocha diz que há questões que ainda não foram levantadas, mas estarão em discussão no último julgamento:

Julgamento

No banco do réus, estão André Luiz de Oliveira e Carlos Ubiraci Francisco da Silva, filhos afetivos de Flordelis, acusados de terem participado de ao menos seis planos (frustrados) de envenenamento do pastor Anderson, segundo o Ministério Público, até o assassinato.

André Luiz, no entanto, não vai ser julgado nesta terça porque seu advogado passou mal.

No processo, Adriano dos Santos Rodrigues, filho biológico da pastora, é apontado como o responsável por repassar a Flordelis uma carta fraudada na qual Lucas Cézar dos Santos assumiria que tinha atirado no pastor a mando de outros dois irmãos.

Adriano é acusado de ter buscado a correspondência com Andrea Santos Maia, esposa do ex-policial militar Marcos Siqueira, que estava preso com Lucas, no presídio Bandeira Stampa, no Complexo de Gericinó. No mesmo local, encontravam-se detidos Flávio dos Santo Rodrigues, já condenado, e o ex-PM Marcos Siqueira, que cumpre pena por uma chacina ocorrida em março de 2005, na Baixada Fluminense.

A confecção da carta, segundo a investigação, foi planejada por Flordelis que contou com a ajuda de Adriano, Andrea e Marcos. Eles não respondem pelo homicídio, mas por outros crimes como associação criminosa, uso de documento falso e falsidade ideológica.

A expectativa é a de que o veredito do júri saía na madrugada de quarta-feira (13/4).

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