Rio de Janeiro

Greve trava ônibus no Rio: passageiros esperam desde 3h50 e frota fica abaixo do prometido

Greve trava ônibus no Rio: passageiros esperam desde 3h50 e frota fica abaixo do prometido
Ponto de ônibus lotado — Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo

A greve dos rodoviários começou à 0h desta segunda-feira e deixou passageiros do Rio enfrentando pontos lotados, atrasos e baixa circulação de ônibus e BRT nas primeiras horas da manhã. Mesmo com decisão da Justiça determinando 50% da frota em cada linha, o Rio Ônibus informou que 860 coletivos estavam nas ruas, dos 1,8 mil previstos para o dia de paralisação. As informações são do O Globo.

Nas redes sociais, passageiros relataram dificuldade para chegar ao trabalho. Uma usuária afirmou que aguardava BRT desde 3h50. “Era melhor a Mobi Rio ter soltado a nota de ontem dizendo que iria aderir à greve, desde 3h50 e nada!”, escreveu.

A paralisação afeta linhas municipais e o sistema BRT. A categoria cobra piso de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais, R$ 5 mil para condutores de articulados, aumento no vale-alimentação e escala 5×2.

No Terminal Gentileza, filas passavam de 70 pessoas em algumas linhas por volta das 7h30. Passageiros relataram espera de até 50 minutos por ônibus que, quando chegavam, saíam lotados.

“Já estou atrasado. Se eu não conseguir, vou ter que pegar o metrô até Coelho Neto, é mais caro. Meu chefe já está avisado porque hoje está difícil”, disse o carregador Angelo Moreno, de 45 anos.

O prefeito Eduardo Cavaliere afirmou que a Prefeitura mobilizou equipes desde a madrugada em terminais e garagens da Mobi-Rio para reduzir o impacto. Segundo ele, a operação buscou manter 70% da frota do BRT funcionando, além de reforço em trem e metrô.

A Mobi-Rio informou que operava com 68% da frota planejada até 7h30, com 278 veículos nos quatro corredores do BRT e todas as estações abertas. A TrensRJ anunciou viagens extras, e o MetrôRio disse ter ampliado a oferta de composições.

O Rio Ônibus afirmou que cerca de 40 coletivos foram vandalizados durante a greve e fez apelo para que motoristas e rodoviários compareçam às garagens.

A Justiça reconheceu a legalidade da greve, mas determinou circulação mínima de 50% da frota, sob multa de R$ 50 mil para os sindicatos em caso de descumprimento. Uma audiência de mediação entre trabalhadores e empresas está marcada para terça-feira, às 11h, no TRT-1.

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