O Rio de Janeiro registrou 12.112 mortes por influenza e pneumonia em 2025, segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. No mesmo período, outras 172 mortes no estado foram atribuídas a infecções por coronavírus. Com informações do Diário do Rio.
No país, o cenário também acendeu alerta: foram 105.873 óbitos por influenza e pneumonia ao longo do ano, além de 2.550 mortes por coronavírus.
Os números reforçam um recado simples, mas muitas vezes ignorado: lavar as mãos direito ainda é uma das formas mais básicas e eficazes de conter infecções.
Segundo a infectologista Cláudia Vidal, consultora da ONA, “este simples gesto pode reduzir em até 40% o risco de infecções, como gripe, diarreia e conjuntivite”. Além de gripe e pneumonia, a falta de higiene adequada também ajuda a espalhar doenças como conjuntivite, catapora e hepatite A.
O alerta pesa ainda mais dentro dos hospitais. As chamadas infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) seguem como problema grave, especialmente em UTIs. Dados da OMS indicam que até 30% dos pacientes internados em unidades intensivas podem ser afetados por esse tipo de infecção.
No Brasil, a Anvisa apontou melhora em alguns indicadores em 2024, mas o risco continua alto. A maioria das infecções de corrente sanguínea ocorre justamente nas UTIs. Já a pneumonia associada à ventilação mecânica segue entre as mais frequentes.
Além de ameaçar pacientes, essas infecções pesam no bolso. No Brasil, um paciente com infecção pode gerar custo até 55% maior para o sistema de saúde.
Outro ponto crítico é o uso errado de antibióticos. Cláudia Vidal alerta que “o uso inadequado de antibióticos pode implicar em resistência bacteriana, maior risco de efeitos colaterais e gerar custos desnecessários para o sistema de saúde”.
Segundo a OMS, as infecções resistentes a medicamentos podem causar até 10 milhões de mortes por ano até 2050. No Brasil, a própria Anvisa reconhece que ainda há falhas no controle do uso de antimicrobianos em parte dos serviços de saúde.
No fim, o recado que sai dos números é duro e direto: enquanto muita gente trata higiene básica como detalhe, vírus, bactéria e infecção continuam cobrando a conta.