Rio de Janeiro

Mão mal lavada mata: Rio teve mais de 12 mil mortes por gripe e pneumonia em 2025

Mão mal lavada mata: Rio teve mais de 12 mil mortes por gripe e pneumonia em 2025
Enfermeira aplica vacina em paciente — Foto: José Cruz/Agência Brasil Este trecho é parte de conteúdo que pode ser compartilhado utilizando o link https://valor.globo.com/brasil/noticia/2025/04/07/campanha-de-vacinacao-contra-gripe-2025-veja-quem-deve-tomar.ghtml ou as ferramentas oferecidas na página. Textos, fotos, artes e vídeos do Valor estão protegidos pela legislação brasileira sobre direito autoral. Não reproduza o conteúdo do jornal em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização do Valor (falecom@valor.com.br). Essas regras têm como objetivo proteger o investimento que o Valor faz na qualidade de seu jornalismo.

O Rio de Janeiro registrou 12.112 mortes por influenza e pneumonia em 2025, segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. No mesmo período, outras 172 mortes no estado foram atribuídas a infecções por coronavírus. Com informações do Diário do Rio.

No país, o cenário também acendeu alerta: foram 105.873 óbitos por influenza e pneumonia ao longo do ano, além de 2.550 mortes por coronavírus.

Os números reforçam um recado simples, mas muitas vezes ignorado: lavar as mãos direito ainda é uma das formas mais básicas e eficazes de conter infecções.

Segundo a infectologista Cláudia Vidal, consultora da ONA, “este simples gesto pode reduzir em até 40% o risco de infecções, como gripe, diarreia e conjuntivite”. Além de gripe e pneumonia, a falta de higiene adequada também ajuda a espalhar doenças como conjuntivite, catapora e hepatite A.

O alerta pesa ainda mais dentro dos hospitais. As chamadas infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) seguem como problema grave, especialmente em UTIs. Dados da OMS indicam que até 30% dos pacientes internados em unidades intensivas podem ser afetados por esse tipo de infecção.

No Brasil, a Anvisa apontou melhora em alguns indicadores em 2024, mas o risco continua alto. A maioria das infecções de corrente sanguínea ocorre justamente nas UTIs. Já a pneumonia associada à ventilação mecânica segue entre as mais frequentes.

Além de ameaçar pacientes, essas infecções pesam no bolso. No Brasil, um paciente com infecção pode gerar custo até 55% maior para o sistema de saúde.

Outro ponto crítico é o uso errado de antibióticos. Cláudia Vidal alerta que “o uso inadequado de antibióticos pode implicar em resistência bacteriana, maior risco de efeitos colaterais e gerar custos desnecessários para o sistema de saúde”.

Segundo a OMS, as infecções resistentes a medicamentos podem causar até 10 milhões de mortes por ano até 2050. No Brasil, a própria Anvisa reconhece que ainda há falhas no controle do uso de antimicrobianos em parte dos serviços de saúde.

No fim, o recado que sai dos números é duro e direto: enquanto muita gente trata higiene básica como detalhe, vírus, bactéria e infecção continuam cobrando a conta.

ACESSO RÁPIDO
    Inscrever-se
    Notificar de
    guest
    0 Comentários
    mais antigos
    mais recentes Mais votado
    Feedbacks embutidos
    Ver todos os comentários

    Leia também