Política

Deputados articulam CPI na Alerj para apurar impunidade no caso ‘Meninas de Guarus’

Deputados articulam CPI na Alerj para apurar impunidade no caso ‘Meninas de Guarus’
O escândalo, revelado em 2009, expôs uma rede de abuso e exploração sexual de meninas entre 8 e 17 anos, mantidas em cárcere privado para prostituição infanto-juvenil (George Campos/Agência Brasil)

Deputados estaduais articulam a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro para acompanhar o andamento judicial do caso conhecido como Meninas de Guarus, em Campos dos Goytacazes. A iniciativa é liderada pelas deputadas Tia Ju (Republicanos) e Vitor Junior (PDT), que já iniciaram a coleta de assinaturas no Parlamento.

O objetivo da CPI é investigar os motivos pelos quais os condenados no caso seguem em liberdade, apesar das sentenças judiciais. O escândalo veio à tona em 2009 e revelou uma rede de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, com vítimas entre 8 e 17 anos, mantidas em cárcere privado para prostituição. À época, 14 pessoas foram presas, entre empresários, políticos e figuras influentes do município.

Em 2016, todos os réus foram condenados pela Justiça. No entanto, atualmente, os envolvidos respondem em liberdade enquanto recorrem das decisões, o que motivou a reação dos parlamentares na Alerj. Segundo Tia Ju, o caso não pode ser tratado como encerrado. “A gente não pode deixar esse caso passar impune. Esses marginais devem estar por aí fazendo mais vítimas”, afirmou.

Vitor Junior, que integra a Comissão de Assuntos da Criança, do Adolescente e do Idoso da Alerj, afirmou que a CPI pretende esclarecer por que a maioria dos condenados não está cumprindo pena em regime fechado. “Vamos buscar informações sobre por que esses condenados seguem soltos. Não podemos permitir que a Justiça falhe com vítimas de crimes que chocaram Campos e todo o estado”, declarou.

Além da CPI, o deputado informou que pretende solicitar informações formais ao Conselho Estadual de Defesa da Criança e do Adolescente e ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro para obter detalhes atualizados sobre a tramitação dos processos e eventuais medidas adotadas para a proteção das vítimas.

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