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Polícia Civil apreende 300 toneladas de cobre e leva mais de 270 para a cadeia no Rio

Polícia Civil apreende 300 toneladas de cobre e leva mais de 270 para a cadeia no Rio
Operação Caminhos do Cobre Polícia Civil interdita maior ferro velho clandestino da Zona Norte do Rio e prende criminosos. Foto: PF/GOVRJ

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro intensificou o combate ao furto e à receptação de cabos e metais com a Operação Caminhos do Cobre — uma ofensiva que já soma números de peso desde setembro de 2024. São mais de 580 fiscalizações em ferros-velhos, cerca de 300 toneladas de materiais apreendidos e mais de 270 presos.

A ação, coordenada pela Delegacia de Roubos e Furtos, mira um dos crimes que mais afetam o dia a dia da população: o roubo de fios e estruturas metálicas, que derruba energia, interrompe internet e paralisa serviços essenciais.

Durante as operações, agentes encontraram grandes quantidades de cobre e outros materiais sem procedência legal. A maioria das prisões ocorreu em flagrante, com responsáveis por estabelecimentos envolvidos diretamente no esquema.

O titular da DRF, delegado Thiago Neves, destacou que a estratégia vai além da ponta do crime:

“Nosso foco é atingir toda a cadeia envolvida, desde quem pratica o furto até os receptadores e empresas que lucram com esse material ilegal. Ao sufocar financeiramente essas estruturas, a gente enfraquece também os grupos criminosos que usam esse dinheiro para financiar outras atividades ilícitas.”

A operação também avançou no bolso das organizações criminosas. A Justiça já foi acionada para o bloqueio de cerca de R$ 240 milhões em bens e valores, além da aplicação de R$ 75 milhões em multas.

As investigações revelaram ainda um padrão: ferros-velhos clandestinos sendo usados como fachada para financiar facções criminosas, funcionando como elo entre o crime de rua e estruturas maiores do crime organizado.

Considerada uma das maiores ofensivas contra crimes patrimoniais no estado, a Operação Caminhos do Cobre segue em andamento, com novas fiscalizações previstas. No tabuleiro da segurança pública, a lógica é clara: cortar o dinheiro é cortar o crime.

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