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MC Poze do Rodo é preso em operação da PF contra esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 1,6 bilhão

MC Poze do Rodo é preso em operação da PF contra esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 1,6 bilhão
Agentes estiveram na casa do artista, no Recreio, nesta manhã - Foto: Divulgação/Redes Sociais

A Polícia Federal (PF) prendeu o MC Poze do Rodo nesta quarta-feira (15), como parte de uma operação nacional contra um esquema de lavagem de dinheiro. Agentes estiveram no condomínio onde o artista mora, no Recreio dos Bandeirantes, nesta manhã. As informações são do Tempo Real.

A ação faz parte da “Operação Narcofluxo”, que mira uma organização criminosa acusada de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão. Ao todo, os agentes cumprem 90 mandados judiciais em sete estados, além do Distrito Federal. Em São Paulo, outro MC — MC Ryan SP — também foi preso.

Esquema usava empresas de fachada e criptoativos para lavar dinheiro

Poze, Ryan e outros artistas e influenciadores são acusados pela PF de participar do esquema, que usa uma rede complexa de empresas de fachada, nomes de terceiros e transações com criptoativos para ocultar valores e evasão de dívidas. Além disso, a PF também identificou o transporte frequente de grandes quantias de dinheiro em espécie.

Durante as diligências, as equipes apreenderam veículos de luxo, documentos e equipamentos eletrônicos. O material vai passar por perícia para detalhar a participação de cada integrante no grupo. Ainda não foram divulgados detalhes das acusações contra Poze do Rodo.

Poze já tinha sido preso em 2025 e 2019

Em maio do ano passado, Poze foi preso pela Polícia Civil por acusações de apologia ao crime e associação ao tráfico. Na época, a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) investigava acusações de uso dos shows do artista para lavar dinheiro de uma facção criminosa no Rio. Alguns dias após a prisão, a Justiça concedeu habeas corpus e o rapper foi solto.

Antes disso, em 2019, ele já tinha ficado preso por alguns dias em Mato Grosso. Ele foi detido, na época, por acusações de associação para o tráfico com participação de crianças e adolescentes, corrupção de menores e apologia ao crime por conta de um show realizado na cidade mato-grossense de Sorriso.

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