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PIB cresce 1,1%, mas Firjan diz que juros altos e custo Brasil seguem travando o país

PIB cresce 1,1%, mas Firjan diz que juros altos e custo Brasil seguem travando o país

O PIB brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, mas o avanço ainda está longe de indicar uma economia realmente forte. A avaliação é da Firjan, que vê o país preso a um modelo de crescimento frágil, puxado pelo consumo das famílias e pela alta das commodities, sem reação consistente da indústria e dos investimentos.

Segundo a federação, o resultado positivo veio embalado pelo emprego, por incentivos do governo e por um cenário internacional favorável para matérias-primas. O problema é que a estrutura da economia continua a mesma: o Brasil reage no curto prazo, mas não consegue ganhar força de forma duradoura.

A indústria de transformação, por exemplo, segue sem recuperar fôlego e ainda opera cerca de 16% abaixo do pico de 2008. Ao mesmo tempo, os juros nas alturas continuam travando o investimento produtivo. Com a Selic em 14,5% ao ano, o crédito fica mais caro, o empresário pisa no freio e produzir no Brasil vira tarefa ainda mais pesada.

Hoje, o investimento no país equivale a apenas 16,5% do PIB, patamar visto como baixo diante da média mundial e muito distante do que praticam economias asiáticas, que crescem com base em produtividade, planejamento e capital pesado.

Além disso, o setor produtivo continua espremido por velhos problemas: energia cara, frete alto e insumos pressionados, cenário agravado pelas tensões internacionais. O efeito disso é direto: menos competitividade e mais dificuldade para crescer com consistência.

“O Brasil cresce, mas sem ganhar força. É um avanço sustentado no curto prazo, com juros sufocando a indústria, afastando investimentos e ampliando o custo de produzir”, afirmou o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano.

Na prática, o diagnóstico da federação é claro: sem enfrentar o custo Brasil, o país continuará nesse ritmo de voo curto, dependente de estímulos temporários e vulnerável a qualquer turbulência externa. Cresce no número, mas ainda não decola na economia real.

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