As mulheres seguem como a maior força do eleitorado brasileiro para as eleições de outubro. Dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que 83.877.126 eleitoras estão aptas a votar, o equivalente a 52,84% do total de eleitores do país.
Em comparação com as eleições de 2022, houve um crescimento de 1,5 milhão de eleitoras, alta de 1,83%. Entre os homens, o número de eleitores passou de 74 milhões para 74,8 milhões, aumento de 1,08%.
Com quase 84 milhões de votos em disputa, o eleitorado feminino se tornou um dos principais alvos dos pré-candidatos à Presidência da República, que passaram a intensificar discursos e propostas voltadas às mulheres nas últimas semanas.
O tema ganhou ainda mais destaque após o desentendimento público entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. Pesquisa Quaest divulgada na última semana apontou que 42% dos entrevistados concordam mais com Michelle no episódio, enquanto 18% apoiam Flávio.
Na sequência, o senador lançou o programa “Brasil por Elas”, voltado ao público feminino. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender o endurecimento das penas para o crime de feminicídio e tem destacado ações do governo relacionadas às mulheres.
As eleitoras com situação regular poderão votar no primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e, caso necessário, no segundo turno, em 30 de outubro.
No Brasil, o voto é obrigatório para maiores de 18 anos e facultativo para analfabetos, jovens de 16 e 17 anos e pessoas com mais de 70 anos. Quem não votar deve justificar a ausência ou pagar multa para regularizar a situação eleitoral. A falta sem justificativa por três eleições consecutivas pode gerar restrições, como impedimento para emitir passaporte, tomar posse em cargo público e participar de concursos.