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Dívida boa existe? Entenda quando pegar dinheiro emprestado pode ajudar ou virar uma armadilha

Dívida boa existe? Entenda quando pegar dinheiro emprestado pode ajudar ou virar uma armadilha

Ter uma dívida nem sempre significa estar com a vida financeira desorganizada. Dependendo da finalidade, dos juros e da capacidade de pagamento, assumir uma obrigação pode ajudar a aumentar a renda ou construir patrimônio. O problema começa quando o crédito é usado sem planejamento e passa a comprometer o orçamento.

A chamada “dívida boa” é aquela contraída com a expectativa de gerar um benefício financeiro superior ao seu custo. Um financiamento para investir em um negócio, por exemplo, pode fazer sentido se o aumento esperado da renda compensar os juros. A mesma lógica pode ser aplicada, dependendo das condições, à compra financiada de um imóvel ou ao investimento em qualificação profissional.

Já a “dívida ruim” costuma estar ligada à antecipação de consumo sem que exista aumento correspondente de renda ou patrimônio. Compras parceladas além da capacidade de pagamento e o uso recorrente de modalidades caras de crédito podem transformar despesas comuns em um problema prolongado.

Por isso, não basta olhar apenas para o valor da parcela. Antes de assumir uma dívida, é necessário considerar quanto será pago no total, a taxa de juros, o prazo e quanto da renda mensal ficará comprometido. Quanto maior o custo do crédito, maior precisa ser o benefício esperado para que a operação faça sentido.

A diferença, portanto, não é moral: dever dinheiro não torna uma pessoa financeiramente responsável ou irresponsável por si só. O que determina o impacto da dívida é para que ela foi assumida, quanto custa e se cabe no orçamento.

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