O gás natural ficou mais caro no Rio de Janeiro. Desde 1º de novembro, as tarifas do GNV cobradas pelas distribuidoras subiram 7,05% na capital e 5,46% na região de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. O reajuste também atingiu o gás encanado utilizado nas residências e estabelecimentos comerciais, aumentando as despesas de motoristas, famílias e comerciantes.
Na cidade do Rio, o metro cúbico do GNV fornecido pela CEG passou de R$ 3,4493 para R$ 3,6924. Já na área atendida pela CEG Rio, que inclui Campos, o valor subiu de R$ 3,3158 para R$ 3,4969. É o segundo aumento consecutivo: desde fevereiro, as tarifas das distribuidoras já acumulam altas de 18,2% e 15,9%, respectivamente.
Para quem utiliza gás encanado em casa, o aumento também chegou à conta. Uma residência que consome 20 metros cúbicos por mês passará a pagar aproximadamente R$ 237,78 na capital, R$ 4,93 a mais. Em Campos, a mesma quantidade custará R$ 176,93, acréscimo de R$ 3,48. Até os consumidores da tarifa social foram atingidos, com reajustes de 4,08% no Rio e 3,10% em Campos.
Nos postos, o impacto ainda depende do repasse das distribuidoras aos revendedores, que têm liberdade para definir os preços. Se o aumento for transferido integralmente ao consumidor, o GNV poderá chegar a aproximadamente R$ 4,69 por metro cúbico na capital e R$ 5,57 em Campos. Um abastecimento de 15 metros cúbicos ficaria até R$ 3,65 mais caro no Rio e R$ 2,72 em Campos.
O reajuste chama atenção porque a Petrobras manteve estável, neste trimestre, o preço médio do gás vendido às distribuidoras. As novas tarifas foram homologadas pela Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico (Agenersa), por meio de deliberações publicadas no Diário Oficial desta sexta-feira (6).
A alta ocorre ainda em meio às discussões sobre o futuro da distribuição de gás no estado. Os contratos da CEG e da CEG Rio terminam em julho de 2027, e o governo estadual decidiu realizar uma nova licitação, em vez de prorrogar as concessões por mais 30 anos. A definição do novo modelo ficará a cargo do governador eleito Douglas Ruas (PL), que assume em janeiro.
Enquanto o futuro das concessões é discutido, o efeito imediato já aparece no orçamento dos consumidores: mais dinheiro para abastecer o carro, cozinhar e manter o funcionamento de pequenos negócios.
Com informações do Ururau.