A vereadora Alana Passos (PL) acionou o Conselho de Ética da Câmara Municipal do Rio após, segundo ela, voltar a ser alvo de ataques do colega Rick Azevedo (PSOL). A parlamentar protocolou um pedido para que a conduta do vereador seja analisada pela Casa, alegando que as ofensas recorrentes configuram misoginia política.
Durante um discurso sobre o fim da escala de trabalho 6×1, Rick teria deixado de lado as críticas ao partido da vereadora e passado a atacá-la diretamente.
“Vossa excelência vai ter que se candidatar, fazer uma campanha melhor porque foi um fracasso, se eleger como deputada federal e aí, quem sabe, eu vou dar palco para a senhora”, afirmou. “A senhora vai ficar assim, brigando sozinha, brigando com o inimigo invisível porque aqui não tem ninguém inimigo da senhora, ninguém liga para a senhora”.
O vereador também teria chamado Alana de “hipócrita e cínica”, questionando seu posicionamento sobre os direitos das famílias trabalhadoras.
As declarações, segundo Alana, se somam a um episódio anterior, quando Rick publicou um vídeo em que chamou a parlamentar de “porca” e “escravocrata”. A reincidência das ofensas é um dos argumentos apresentados por Alana no pedido encaminhado à Presidência da Casa.
A troca de ataques ocorreu durante uma sessão em que a vereadora havia levado à tribuna denúncias de possível assédio eleitoral contra servidores da Prefeitura do Rio. Com base em relatos publicados pela página Campo Grande ao Vivo, Alana afirmou que professores estariam sendo pressionados a comparecer a um show de Diogo Nogueira com suposta finalidade política.
A parlamentar anunciou ainda que está recolhendo assinaturas para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o caso.