A ordem do dia para a última quinta-feira (05) na Câmara do Rio previa a última discussão do orçamento enviado pela prefeitura para 2027. No entanto, outra pauta teve mais destaque: a dos desenhos animados.
A discussão começou com a mudança na classificação indicativa dos desenhos bíblicos exibidos pela TV Record. Na última terça-feira (03), o Governo Federal reestabeleceu a classificação livre do programa “Record Kids – Desenhos Bíblicos”, dias após mudar a classificação para 12 anos. A Secretaria Nacional de Direitos Digitais reconheceu falhas na avaliação técnica que havia elevado a indicação etária das animações.
Porém, a mudança não poupou os comentários dos vereadores do Rio de Janeiro. Quem trouxe a pauta à tona foi Alana Passos (PL), que criticou a mudança inicial da classificação.
Pouco depois, Tânia Bastos (Republicanos) disse que outros desenhos animados, como ‘Pica-pau’, ‘Tom e Jerry’ também estimulam a agressividade e nunca foram alvo de decisões do Ministério da Justiça.
“Quem aqui nunca assistiu o Pica-pau? Tem violência, tem agressividade […] Tom e Jerry… O ratinho e o gatinho nunca se deram bem e sempre tiveram agressividades, mas eram explícitas demais, e o Ministério nunca fez proibições”, disse a vereadora. Outro desenho usado como exemplo por Tânia foi ‘Pokemón’.
Enquanto a pauta dos desenhos animados agressivos rolava solta na Câmara, um projeto foi mais uma vez adiado: o do orçamento de 2027. Assim que o relator leu a ordem, o vereador Wellington Dias (PDT) solicitou o adiamento por mais duas semanas.
E essa foi toda a discussão sobre o projeto de lei que estima receitas de R$ 55,2 bilhões para o Rio em 2027.
A discussão sobre os desenhos, no entanto, seguiu até o fim da sessão.
Com informações do Tempo Real.