Rio de Janeiro

Airbnb incomoda cariocas: 42% querem poder de veto nos condomínios

Airbnb incomoda cariocas: 42% querem poder de veto nos condomínios
Prédios na Orla de Copacabana, na Zona Sul - Foto: Daniel Martins/Diário do Rio

O aluguel por temporada, que há tempos divide opiniões no mercado imobiliário brasileiro, também encontra resistência entre os cariocas. Em uma cidade que recebe turistas o ano inteiro, 42% dos moradores acham que o condomínio deveria poder autorizar ou proibir esse tipo de locação.

O dado está no Índice de Confiança do Mercado Imobiliário, da Loft, em parceria com a Offerwise. Outros 29% são contra dar esse poder aos condomínios, enquanto 28% ficaram no meio do caminho. No Rio, a fatia favorável à decisão dos prédios ficou acima da média das seis capitais pesquisadas. O levantamento foi feito em agosto, com 1.400 entrevistados.

E o Rio tem motivos de sobra para a discussão. Copacabana é disparado o bairro com mais anúncios de Airbnb na cidade: são quase 15 mil, cerca de um em cada três imóveis oferecidos na plataforma e a maior concentração do país. A Lapa vem depois, com mais de 1,3 mil.

Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) encomendado pelo Airbnb calcula que o aluguel por temporada movimentou quase R$ 21 bilhões no Estado em 2025, alta de mais de 16% em um ano.

Condomínios começam a criar suas próprias regras

Alguns prédios já decidiram não esperar. É o caso do Residencial do Hotel Glória, que, como o DIÁRIO DO RIO mostrou, proibiu o aluguel por temporada na convenção do condomínio. As primeiras chaves começaram a ser entregues há cerca de duas semanas.

A briga, porém, está longe de acabar. Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu em todo o país os processos que discutem a locação de curta duração em condomínios residenciais por plataformas digitais.

Uma das questões é saber se o simples fato de o prédio ter destinação residencial já impede esse tipo de aluguel ou se é preciso uma proibição expressa na convenção.

Por aqui, a Prefeitura ainda não tem uma legislação específica sobre o assunto. Há um projeto em tramitação na Câmara do Rio que prevê cadastro de proprietários e hóspedes, além de regras de segurança e privacidade.

Com informações do Diário do Rio.

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