Política

Mangaratiba prepara Lei Letícia Borges para criar política permanente de saúde mental dos servidores

Mangaratiba prepara Lei Letícia Borges para criar política permanente de saúde mental dos servidores
Servidora Letícia Borges | Foto: Divulgação

A Prefeitura de Mangaratiba vai encaminhar à Câmara Municipal um projeto de lei para criar uma política permanente de saúde mental e bem-estar dos servidores públicos. Batizada de Lei Letícia Borges, a proposta do prefeito Luiz Cláudio prevê ações de prevenção, acolhimento, acompanhamento emocional e valorização da vida dentro da administração municipal.

O projeto surge em meio ao aumento dos debates sobre ansiedade, depressão, síndrome de burnout e outros transtornos ligados ao ambiente de trabalho. A ideia é fazer com que a saúde mental deixe de ser tratada apenas como reação a casos graves e passe a integrar a rotina da gestão pública.

“Nosso governo tem trabalhado para cuidar da cidade, mas também precisamos cuidar das pessoas que fazem a cidade funcionar todos os dias. A saúde mental deixou de ser um tema secundário. Hoje sabemos que ansiedade, depressão e esgotamento emocional afetam famílias, ambientes de trabalho e a qualidade de vida de milhares de pessoas. Não podemos ignorar essa realidade”, afirmou Luiz Cláudio.

A proposta leva o nome de Letícia Borges, servidora municipal cuja história mobilizou colegas e inspirou a criação de uma política voltada ao cuidado com quem atua no serviço público.

Pelo texto, será criado o Programa Municipal de Promoção da Saúde Mental e Bem-Estar do Servidor, além do Núcleo Letícia Borges de Saúde Mental do Servidor. A prefeitura também pretende instituir o Índice Municipal de Bem-Estar do Servidor (IMBES), que vai monitorar indicadores como clima organizacional, satisfação funcional, qualidade de vida e saúde emocional.

Entre as ações previstas estão atendimento psicológico, grupos de acolhimento, campanhas educativas, capacitação de gestores para identificar sinais de sofrimento emocional, combate ao assédio moral e sexual e acompanhamento de servidores afastados por transtornos relacionados à saúde mental.

“Estamos propondo algo que vai muito além de uma homenagem. Queremos transformar uma reflexão dolorosa em uma política pública permanente. A Lei Letícia Borges nasce para proteger vidas, acolher servidores e criar uma cultura de cuidado dentro da administração municipal”, destacou o prefeito.

O projeto também prevê uma Avaliação Anual de Bem-Estar e Saúde Mental do Servidor, com preservação de sigilo e privacidade dos participantes. A medida deve ajudar a identificar fatores de risco ligados a estresse ocupacional, adoecimento emocional e condições de trabalho.

Caso seja aprovado, Mangaratiba passará a contar com uma legislação específica e permanente para a saúde mental dos servidores. O texto também cria a Semana Municipal de Promoção da Saúde Mental do Servidor Público, a ser realizada anualmente em outubro, com palestras, rodas de conversa e ações de conscientização.

“Saúde mental não é uma pauta de governo ou de oposição. É uma pauta humana. Tenho certeza de que a Câmara Municipal saberá reconhecer a relevância de uma política pública que busca preservar vidas e oferecer mais qualidade de vida aos nossos servidores”, afirmou Luiz Cláudio.

ACESSO RÁPIDO
    Inscrever-se
    Notificar de
    guest
    0 Comentários
    mais antigos
    mais recentes Mais votado

    Leia também