A Alerj aprovou, em segunda votação, o projeto da deputada Tia Ju (REP) que cria uma política estadual de incentivo à robótica educativa e competitiva nas escolas públicas do Rio. O texto agora segue para o governador, que terá até 15 dias úteis para sancionar ou vetar a proposta.
Na prática, o projeto quer tirar a tecnologia do discurso e colocar dentro da sala de aula. A proposta prevê apoio para equipes de robótica, compra de kits, capacitação de professores, bolsas para estudantes e custeio de participação em competições estaduais, nacionais e internacionais.
O ponto mais chamativo é justamente esse: alunos da rede pública poderão ter apoio para disputar torneios fora do Brasil, caso se classifiquem em competições de robótica.
A ideia é usar a robótica como ferramenta de ensino, inovação e inclusão. O projeto mira estudantes que hoje estão longe desse tipo de oportunidade e tenta aproximar a escola pública de áreas ligadas à ciência, programação, tecnologia e mercado de trabalho.
O texto também prevê a realização de campeonatos estaduais, com participação de escolas municipais e estaduais. A disputa poderá revelar talentos em comunidades, periferias e regiões onde o acesso à tecnologia ainda é limitado.
Se for sancionada, a política poderá financiar equipamentos, formar professores e abrir caminho para que estudantes aprendam programação, montagem de robôs, solução de problemas e trabalho em equipe.
A proposta também reforça a robótica como instrumento de combate à evasão e de estímulo ao desempenho escolar, especialmente entre crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
Com o projeto aprovado na Alerj, a decisão agora fica nas mãos do governador. Se virar lei, a rede pública do Rio poderá ganhar uma nova porta de entrada para o mundo da inovação — com alunos saindo do caderno e do quadro para disputar espaço em torneios de tecnologia.